E ele não estava lá. Claro! Passei devagar com o carro. Não saltaria do carro, pra que alguém conhecido dele me visse, afinal, ele estava direto lá. Fui pra casa.
Ao chegar, fui direto pegar minha garrafinha na geladeira. Lá estava o bilhete da minha mãe dizendo que tinham ído pra casa da minha tia (por parte de pai).
- Ótimo! - murmurei.
Fui pra o meu quarto e me joguei na cama. Agora consegueria colocar minhas ideias em ordem, sozinha em casa. Perfeito!
Ali, comecei a lembrar da noite anterior, do Rodrigo ao meu lado me ajudando a passar a noite mais temida dos últimos tempos, exatamente desde que chegou o convite. Era verdade que eu não gostava mais do Gustavo. Era verdade que não havia possibilidade disso acontecer novamente. Como ainda era verdade que a ferida estava aberta em mim e a possibilidade de um convívio tranquilo ainda era distante.
Se não fosse o Rodrigo ali comigo, teria passado a noite fugindo dele. Até mesmo de cara feia, fazendo a patética.
Era verdade que eu não estava usando o Rodrigo para fugir dos meus pesadelos. Era verdade que eu estava muito feliz por tê-lo conhecido. E era bem verdade que eu estava aberta à novas pessoas, mas, sei lá, depois do Rodrigo, não sei se estava tão aberta assim.
- Rodrigo, Rodrigo - murmurei.
Levantei e peguei o celular dentro da bolsa que estava jogada no chão. Digitei uma mensagem, mas não enviei. Duvidei.
- Calma, Amanhda, não haja por impulso - falei pra mim mesma.
Ainda me repeti isso umas 4 vezes. É... vontade era grande.

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